***************************************************** ********** Teorias Críticas da Comunicação ********** ***************************************************** Versão : 04/07/2007 Professor: Eugênio Rondini Trivinho Autor : Leandro Salvador ( leandrosalvador.com.br ) ----------- Vocabulário ----------- - surveillance --> vigilância eletrônica - vigilancy --> vigilância - ??? --> sobrevivência ---------- 01/03/2007 ---------- ---------- 08/03/2007 ---------- * Comunicação - comunicação na democracia contemporânea - discurso de que é participativa - tudo é feito de forma transparente - nada é imposto! - nada é feito na sombra! - status quo é mantido! - mesmo assim, há uma incomunicação estrutural - não é a economia que pauta o discurso - é a comunicação que pauta a economia - comunicação como 4o poder - nunca foi o 4o poder - mas sim o único poder - democracia - depende da Comunicação - epicentro descentrado - tudo gira em torno da comunicação - porém, de forma descentrada - nenhum veículo ou meio tem o poder de monopolizar a cultura - fase atual do desenvolvimento tecnológico - capitalista - pós-moderno - pós-industrial - glocal - Escola de Frankfurt - Adorno e Horkheimmer - muito mal compreendida pela Comunicação - em especial no Brasil - Iluminismo (para Adorno e Horkheimmer) - pensamento racional - desde a criação da filosofia na civilização ocidental - tem 2300 anos - não foi criada na Revolução Francesa ---------- 22/03/2007 ---------- * Esquema Clássico da Comunicação - para todo Receptor - é necessário que haja um Emissor - para toda ligação entre Receptor e Emissor - há um Canal - por todo Canal - transita uma Mensagem - toda Mensagem é codificada por um Código - entre Receptor e Emissor há um Feedback - entre Emissor e Receptor há um agente Intermediário - que "traduzem" ao Receptor sua própria interpretação da Mensagem - pelo Canal e pelo Feedback - passa um Ruído - não é intencional (neste esquema) - todo este esquema está inserido em um Contexto - *** ver aula do Norval de 21/03/2007 - Irineu Eibl-Eibesfeldt - este esquema não é comunicação, é conexão!!! - comunicação é vínculo!!! * Linha do Tempo das Teorias da Comunicação - 10/20 - enfatizavam a engenharia social ("social engineering") - origem --> Estados Unidos - forte conotação funcionalista, positivista e empirista - positivista --> positivo ==> verdadeiro ==> inquestionável - calcada no emissor - estudava os efeitos da comunicação na sociedade humana - época de --> telégrafo, telefone, rádio - não havia preocupação com a questão ideológica - 30/40 - análise de conteúdo (Robert Merton) - teoria do "Two Step Flow" - o que importava na comunicação - em relação ao emissor - ideologia política - fatores conservadores - importância do rádio no entre-guerras - 40/50 - início de diversas teorias que "não falam entre si" - cada nova máquina de comunicar é acompanhada por uma nova teoria diferente - surgiram as seguintes teorias - Teoria Cibernética - confunde-se com uma teoria da informação - aqui surgiu a "teoria clássica da comunicação" - autores - Norbert Wiener - apesar de funcionalista, era um anarquista - acreditava na comunicação como um meio para ter-se uma sociedade aberta, sem segredos - Russel - Molles - Teoria Matemática da Comunicação - matemáticos estudando a comunicação que, à priori, é uma ciência humana - dizia que os efeitos podiam ser medidos - mensagem do emissor poderia ser precisada pela sua influência nos efeitos do emissor - estava baseada em cálculos - é funcionalista - não teve muito sucesso - quem teve maior influência intelectual foi a Teoria Cibernética - não ultrapassou o final dos anos 50 (final da 2a Guerra Mundial) - autores - Claude Shannon - Warren Weaver - Teoria Crítica - Escola de Frankfurt - concepção da Escola de Frankfurt sobre as sociedades industriais - Marxismo - foi concebida como uma Teoria Crítica - com uma forte releitura de - Heigel - Freud - surgimento da TV - programas rudimentares - auditórios - telejornais - Adorno e Horkheimer - foragidos do Nazismo - criticavam a massa pelo surgimento da Indústria Cultural - por não criticarem o surgimento da TV e do rádio manipuladores - e por permitirem a manipulação da sociedade e manutenção do "status quo" - faziam parte do Instituto para o Estudo da Teoria da Sociedade, na Alemanha - criticavam a transmissão de valores conservadores que serviam à manutenção do Capitalismo - Teoria Crítica - surgiu como uma crítica às teorias sociológicas conservadoras norte-americanas - Cultura de Massa e Meios de Comunicação de Massa - é equivocadamente confundida como uma cultura elaborada pela massa - se tratavam de mecanismos para reprodução e manutenção do próprio capitalismo - Indústria Cultural - tratava-se de outra estrutura - indústria - sentido metafórico - conceito crítico - "alegoria" à idéia de Indústria - representativo da cultura crítica européia - seria um sistema de comunicação social - livro "Dialética do Iluminismo", capítulo "A Indústria Cultural" - estudavam o sujeito em contexto - por isso a psicanálise de Freud - estudavam dentro da história - por isso a teoria de Marx - autores - Adorno - Horkheimer - Marcuse - Benjamim - Habermas - 2a geração - orientando de doutorado e principal discípulo de Adorno - Teoria dos Intermediários / Two Step Flow - o principal não seria mais o Transmissor - mas sim o Intermediário - aquele que fazia as sinopses - que transmitia informações agora não mais objetivas, diretas - mas sim "mastigadas" - num quadro de melhor compreensão - num fluxo para ser melhor entendido - intermediário - fica entre Emissor e Receptor - mas fica + propenso ao Emissor - afinal, sem o Emissor não há Informação - é o contrário do Ombudsman - conteúdo x credibilidade - oq importa na "matéria jornalística" - é muito mais a credibilidade - do que o conteúdo propriamente dito - exemplo - numa entrevista de 1 hora - a matéria citará 1 parágrafo de "fulano de tal" com credibilidade - menos importa oq o entrevistado com credibilidade disse - Lasswell x Lazarsfeld e Katz - Lasswell - não enfatizava - líderes de opinião - grupos primários - meios de comunicação tinham uma ação limitava - mas pelo contrário - apostava no poder dos meios de comunicação - sua abordagem era funcionalista - Lazarsfeld e Katz - criticavam a manipulação - mas defendiam que os líderes de opinião - apenas reforçavam os valores já consolidados na sociedade - 60/70 - Semiologia - semio --> signo - nutre-se do estruturalismo - linguística (Ferdinand [Soussir]) - antropologia - seria o estudo do signo - dizia que só era possível estudar o texto - com foco no signo - influencia fortemente a Teoria Semiótica - começa priorizando determinados produtos dos meios de comunicação - a forma como a mensagem se organiza no seu aporte final - forte atenção - mensagem - código - em decorrência da linguística - autores - Umberto Eco - Bartes - Semiótica - extrapola o objeto básico da teoria do estudo do signo (Semiologia) - expande que tudo na cultura é texto - situações - corpo humano - fenômenos simples e complexos - um prédio - tudo teria uma composição sígnica - tudo pode ter um fluxo de signos pelo qual é composto - é um modo de compreensão - que procura ver um quadro do real - após um congresso fundiu-se Semiologia + Semiótica = Semiótica - em relação à Semiologia - amplia o campo de estudos - rompe com a linguística - estuda a interação entre Mensagem e Código com o Emissor e o Receptor - 3 vertentes - Peirce - Estados Unidos - Greimas - França - forte influência do estruturalismo - têm-se aqui a Sócio Semiótica - Lotman - Rússia - em alguns planos confunde-se como "Semiótica da Cultura" - Teoria das Brechas - livro Cultura de Massa: Necrose e Neurose - estuda os temas predominantes na cultura de massa - não trata da Teoria das Brechas em si - grupo ou Barbárie - dizia que em todo grupo social, a sociedade - havia brechas que poderiam abalar o sistema "de dentro" - reação de "quebra do sistema" em cadeia - era mais otimista que a Escola de Frankfurt - melhor exemplo --> Maio de 68 - não foi muito convincente - autores - Edgar Morin - Castoriades - Lyotard - Teoria da Mobilização dos Meios de Comunicação de Massa - reação direta à Escola de Frankfurt - causa forte influência no Marxismo dos anos 70 e 80 - diz que os MCM podem ser instrumentalizados para uma perspectiva revolucionária!!! - ao contrário do que dizia a Escola de Frankfurt - que dizia que os meios de comunicação de massa eram um instrumento para a conservação e reprodução do Capitalismo - podia ser feita pelas perspectivas - conservadora - crítica / revolucionária - rádios piratas - influência direta da Crítica da Comunicação e da Cultura - questionava a ideologia dominante como sendo um bloco - que era a perspectiva da Escola de Frankfurt - e também dos Marxistas da época - cuja última revolução foi a Cubana, em 1969 - surgimento da micro política - dizia que o Marxismo servia como crítica - mas mudava o aspecto "operacional" - autores - Hanz Magnus Enzensbergen - Teorias da Recepção - nutrem-se muito da contribuição do Marxismo - no que tange da crítica da cultura - como produtos comunicacionais culturais - nutrem-se também dos estudos culturais ingleses - baseiam-se muito na etnometodologia (da recepção) - trata da recepção de um determinado produto cultural - como um produto cultural é recebido em um determinado cinturão social - há muito de antropologia cultural urbana - pesquisadores da comunicação fazem pesquisa de campo numa determinada região (bairro, etc.) - objetivo --> descobrir determinadas estruturas de comportamento no campo da comunicação - ênfase no Receptor - acreditava que o Receptor era quem fazia a comunicação - ênfase no padrão cultural do Receptor - contexto familiar, cultural, mental - o que uma mensagem é varia conforme o Receptor - autores - Raymond Willians - Teoria dos Meios de Comunicação de Massa como Extensão do Homem - ser humano teria criado tecnologias que causariam efeitos mediatos e imediatos... - extensão - assim como automóvel estende os pés humanos - o rádio e a televisão eram formas de estender os sentidos percepcionais humanos - na transmissão ao vivo - TV - estensão da visão humana - rádio - estensão do ouvido humano - ao vivo - seria uma forma de captar / rastrear o "alvo" - Escola de Derrick de Kerckhove - Canadá - livro "A Pele da Cultura" - promove esta teoria para o âmbito do virtual, inteligência, ciberespaço - Instituto Mac Luhan Program - autores - Marshall Mac Luhan - Teoria dos Efeitos Cognitivos - ... ---------- 29/03/2007 ---------- - 70/80 - Teoria da Ação Comunicativa - 2 teses - 1. não é focada nos meios de comunicação - mas sim na ação comunicativa entre as pessoas - num contexto concreto de existência - efeitos dos meios de comunicação --> não são o centro, mas ocorrem apenas em paralelo - 2. diz sobre a vida cotidiana - que seria onde a vida "real" acontece - independentemente dos meios de comunicação - seria aí que acontece o "mundo da vida" (Lebenswelt) - Marx teria se enganado ao não prever a história da comunicação nas relações humanas - Marx chamava as ligações simbólicas de superestrutura - Marx teria dividido rigidamente superestrutura e infraestrutura - Para a Reconstrução do Materialismo Histórico - diz que é preciso prever no processo de desenvolvimento da humanidade - a comunicação humana - autor - Habermas - Teoria das Mediações - tratam de mediações social e culturalmente dadas - muito pouco economicamente dadas - enfatiza as mediações institucionais / formais - há várias escalas de mediações - fala-se de "meios de comunicação de massa" - não de - teatro - boca a boca - etc. - mediação seria cultural - autores - Barbero - [Korosko] - [Kanklin] - livro: Sincretismos - 80/90 - Teoria da Sociedade Mediática - ou Teoria da Sociedade da Comunicação - ligação com a Teoria da Incomunicação ---------- 19/04/2007 ---------- * Habermas - Teoria da Ação Comunicativa - ação comunicativa x comunicação - comunicação - "speech acting" - a linguagem não existe por si - diz que o conceito de linguagem deve estar conectada com o ato de comunicar-se - conexão direta entre linguagem e a fala - jogos de linguagem - interação entre sujeitos - por meio da linguagem - sem tentativa de atingir-se metas - ação comunicativa - relação crítica com a cultura e a sociedade - objetivo - emancipação do gênero humano - revisa - Marxismo - Escola de Frankfurt - Habermas - considerado da 2a geração de autores da Escola de Frankfurt - tinha 27 anos quando Adorno (com 53 anos então) o convidou para ser seu assistente no Insituto de Pesquisa Sociais - nasceu no entre-guerras - idéia - não pode-se perder de vista o uso da dialética na sociedade - critica o pós-modernismo - pq o pós-modernismo desacredita as idéias utópicas sem nem ao menos testá-las - mundo da vida - é cada vez + assolado pelo mundo da técnica - ao contrário do bom desenvolvimento da racionalidade comunicativa - apropriação - mundo da vida - por parte do capitalismo - aproximação de Habermas com Escola de Frankfurt - ocorreu através de Marx - mas não através de Freud - critica - neoliberalismo - civilização excludente - colonização do mundo da vida pelo sistema - defende - luta contra intolerância - guerra - - sistema social - ligado ao mundo do trablaho - ao qual se liga - Mercado - instrumentos tecnológicos de dominação da natureza - racionalidade científica / tecnológica - mundo científico / técnico - absorveu/colonizou o mundo da vida - se auto-reproduz - adaptativamente - domina a natureza - e a humanidade! - conexão com o conceito de iluminismo - "assenhoramento" da natureza - argumento para a existência do ser humano - incorporação do controle do sistema - com uma auto-repressão dos próprios indivíduos - que amenizavam as pulsões rebeldes - em favor de um comportamento conservador - para que as instituições repressivas não fossem acionadas para controlar externamente a sociedade - crítica - a expansão destas regras do mundo social - para todos os espaços/tempos das pessoas - conservadores - como sendo aqueles indivíduos que renderam-se ao sistema capitalismo / industrial / liberal - chamava-os de "pós-modernistas teóricos" - teriam deixado de batalhar pela emancipação humana - pelo fato de que a humanidade - teoria pós-moderna - que seria um refluxo conservador do pensamento humano!!! - solução - esfera pública implantada num contexto além do mero interesse por lucro - e à partir daí um mundo em que a competição pudesse ser superada pela cooperação entre os indivíduos - deveria pautar-se pelas atitudes que a sociedade do século XVIII ainda não haviam conseguido implementar - com base na comunicação e no ato de comunicar-se - ao contrário da comunicação sem fala - com base na - igualdade - liberdade - solidariedade - não é possível abandonar-se o projeto da modernidade (auto) reflexiva - não pode-se deixar de lado a modernidade emancipatória - ao contrário da modernidade dominadora - sob pena de entreguismo histórico ao sistema! - necessidade - defender-se o mundo da vida da colonização pelo mundo do sistema capitalista!!! - mundo da vida - para combater a racionalidade técnica - deveria ??? - ação comunicativa - só é possível se ocorrer numa situação de interlocução ideal --> utopia - ética à solidariedade e respeito pela auteridade - fundamentos - argumentação racional - pressupões uma competência linguística e discursiva - contexto de realização da liberdade - interlocutores legítimos e verazes - o outro deve ser tomado como livre de desconfiança - até que se prove o contrário - e não deve-se inverter o ônus da prova - discurso do outro - deve ser considerado legítimo e veraz - até que se prove o contrário - discurso linguístico - deve expor as próprias intenções!!! <<<--- - verdade - se estampa no discurso - desde que a intenção coincida com a linguagem!!! <<<--- - utopia - tudo isso gira em torno de um modelo de ação comunicativa ideal - apesar de utópico - nos convida para refletir - discurso normativo - aquele que se impõe - mas não é auto-explicativo - não tem qualquer compromisso com sua auto-explicação!!! <<<--- - é o discurso que modela o próprio sistema social - consenso - deve haver consenso em torno de - normas - premissas - argumentos envolvidos - para que encontre-se - verdade consensual - justiça - liberdade - objetivo - fundamentar uma sociedade democrática - ao contrário da sociedade - separação do Marxismo - acreditava na superação do estado ??? - modelo de sociedade - sonhada pela Europa "oitocentista" - atingível apenas através da - linguagem - comunicação - 4 critérios de auteridade - 1. enunciado do outro precisa ser intelegível - portanto o outro precisa ter capacidade de fazer-se entender e alto esclarecimento individual - e, conseqüentemente, só pode intalar-se em países com alto nível de escolaridade - e a utopia se coloca num país à priori "evoluído" - assim, 1a etapa a superar-se ao redor do mundo - é atingir um bom nível de escolaridade!!! - 2. domínio sobre a língua/linguagem em que se dará a ação comunicativa - portanto é necessário que o sistema educacional crie esta competência linguística - em matéria de - clareza - alta definição dos conceitos - instalar o germe da intenção - que muitas vezes não acompanha o próprio discurso linguístico - 3. o outro deve ser tomado como à priori confiável - 4. as ações do outro devem ser compatíveis com as normas do contexto em que se aplicarão - ou seja, as normas que irão reger a interação / ação comunicativa deve ser compactuada anteriormente - caso contrário a comunicação torna-se impraticável - os pós-modernistas discordavam! - acreditavam que o consenso não era necessário - acreditavam no dissenso, ao invés de no consenso - temas de relevância social - aqueles capazes de fazer recuar o estado totalitário, técnico, tecnológico, científico - deveria haver uma ação para reaver o mundo da vida - psicanálise (Freud) x linguagem - o discurso do paciente não é acreditado pelo psicanalista - o profissional reinterpreta o discurso do paciente - e o reproduz para o paciente - assim encaminha-se a emancipação para os Freud e Lacan - para Lacan - a linguagem era a função de desconhecimento do outro - assim, quanto mais o indivíduo tentasse conhecer-se através da linguagem - mais ele (o indivíduo) se distanciaria do auto-conhecimento - para Habermas - o discurso deveria ser acreditado como verdadeiro - à priori - e até que se provasse o contrário - disciplina x repressão - estrutura educacional - instala a estrutura comunicativa apenas em um determinado momento - não é repressiva! - mas disciplinar - mundo do trabalho x mundo da vida - mundo do trabalho - também se serve da linguagem - de uma forma conservadora - para manter a estrutura/sistema produtivistíca! - possui normas distintas das do mundo da vida - confronta com o mundo da vida - mundo da vida - é colonizado pelo sistema (mundo do trabalho) - e não o contrário! - portanto cabe ao lado + fraco da corda - amenizar o poder desta equação de forças desiguais - colonização - não há uma separação clara entre estes 2 mundos - mas certamente é o sistema quem funcionaliza o mundo da vida!!! - há uma integração ideológica da classe trabalhadora ao sistema!!! - filosofia grega - a dialética, como ferramenta comunicativa na ágora grega - era privilégio dos filósofos - que dialogavam - mas não trabalhavam - no sentido de escravidão grega - nem no sentido do mundo do trabalho atual - Habermas x Nietzsche - Habermas - racionalista - baseia-se "naquele Nietzsche" que reflete sobre o cristianismo como mecanismo de modificação do sistema - Nietzsche - contrário ao século das luzes (iluminismo) - democracia - é muito fácil ter-se uma democracia no sentido da que se tinha na Grécia - onde o sistema era "bancado" por escravos - e mulheres, crianças e imigrantes não eram considerados cidadãos - democracia ideal - foi forjada na Europa iluminista - por diversos autores, entre eles, Habermas - implementação - há poucos espaços para implementar uma democracia ideal - além de poucos recursos humanos! - contemporâneos x posteridade - se apenas alguns contemporâneos tiverem acesso às idéias, muito bom! - mas Habermas (e outros autores) escrevem para a posteridade - como uma espécie de manutenção do gênero humano - e para superar a perpetuação sistêmica sugerida pelo pós-modernismo - sistema escolar - nenhum sistema escolar ensinou emancipação aos seres humanos!!! - seja por não interessar ao sistema político - seja ao econômico - não interessa ao sistema em geral --> status quo - tipos de sistemas escolares - públicos - religiosos - privados - mistos - é necessário democratizar os instrumentos de democratização do gênero humano!!! - a fim de criar-se mecanismos (intelectuais, inclusive) de emancipação!!! - Nietzsche - "filósofo é aquele que pensa com os pés" - ou seja, é aquele que caminha com as próprias pernas - isto é emancipação! ---------- 26/04/2007 ---------- * Cornelius Castoriadis - A Instituição do Imaginário da Sociedade - Castoriadis - fez sua teoria em 1975 - no contexto da Guerra Fria - e +- 10 anos após maio de 1968 - rompe com - Marxismo - psicanálise - lê o Marxismo pela psicanálise - passeia por Freud - se baseia em Lacan - lê a psicanálise - através do Marxismo - é pós-Marxista - é pós-Freudiano - é ateu - aposta na transformação social - à partir do imaginário! - e acredita numa estratégia de ação libertária da sociedade! - Marx - não teria conseguido perceber a potência criativa dos seus (de Marx) próprios conceitos teóricos - há determinadas dimensões na sociedade que não são passíveis de serem postas em linguagem - apesar disso, podem ser apreendidas - mas não interpretadas racionalmente - Freud / psicanálise - o inconsciente não é passível de interpretação pela linguagem - Castoriadis joga pro escanteio o método psicanalítico - a idéia é que o sujeito só pode ser analisado em seu inconsciente através da linguagem - mas que a linguagem não permite interpretar o inconsciente! - seria como se o paciente verbalizasse - o analista interpretasse e, enfim, apresentasse um diagnóstico ao paciente - mas a transformação através da linguagem técnica e social - não é capaz de dar conta do campo invisível do inconsciente - e, portanto, não permite interpretar o inconsciente - o analista crê poder perceber "a verdade" sobre o paciente através da linguagem - Castoriadis discorda - o ser humano tem dimensões, para Castoriadis, inapreensíveis pela linguagem - portanto a linguagem e racionalidade ocidentais - não são capazes de apreender estas dimensões - a linguagem e a razão - apenas entrariam neste universo inconsciente - para domesticar e controlar o indivíduo e a sociedade!!! - para Castoriadis - fonte primária - é o imaginário radical - radical - não no sentido de "extremo" ou "agressivo" - mas sim no sentido de "raiz" - esquerda - Castoriadis era mais "de esquerda" do que a própria esquerda - atualmente, para alguém ser "de esquerda", terá de desprender-se do conceito de "esquerda" dado pela política! - significações imaginárias sociais - imaginário radical x imaginário social - radical --> campo individual - social --> campo do conjunto de indivíduos - imaginário x simbólico x real - 1. imaginário - Freud - idi - vem com o indivíduo - desde o útero - motor biológico do ser humano - na sua composição biopsíquica - vem da estrutura biológia - é algo que não pode ser compreendido - Lacan - o indivíduo nasce com o imaginário - Castoriadis - é aquilo que a sociedade se põe - mas não conhece - a linguagem não seria poderosa o suficiente - para adentrar na categoria do imaginário - o imaginário que institui é o aberto - a idéia de imaginário social - cumpriria o feito de dar horizontes abertos à política da transformação - o imaginário seria o instituído - ou seja, viria "de fora" do indivíduo - e é tão dinâmico - que envolve contradições dialéticas - tem dimensões de repressão e liberdade - a contradição interna que ocorre no imaginário social - pode ser - dialética - setorial - emancipação - não ocorre através do legein e do teukhein - mas sim através da libertação do imaginário! - 2. simbólico - Freud - super ego - criado pela repressão que vem para o indivíduo por parte da sociedade - simbólico - fica entre o ego e o inconsciente - ego - parte protuberante projetada do inconsciente - necessária para a sociabilidade - é a menor e mais frágil parte do ser humano!!! - Lacan - simbólico é aprendido no processo de sociabilização do indivíduo - 3. real - Freud - inconsciente - vem com a estrutura social - começa a formar-se meses depois - durante o processo de sociabilização - recalque x repressão - recalque --> ocorre à partir do (próprio) indivíduo - repressão --> ocorre à partir da sociedade - é algo que pode ser compreendido - mas até um certo limite - pois tem alguma ligação com o idi (que não pode, por sua vez, ser compreendido) - é aí que a psicanálise encontra seus limites! - Lacan - é aquilo que já vem com o indivíduo - e, portanto, é insondável - Castoriadis - aquilo que o indivíduo não pode conhecer de si mesmo - e aquilo que a psicanálise não é capaz de adentrar - mas a psicanálise só é capaz de conhecer o simbólico e o imaginário do indivíduo - até o limite do idi - Freud - iid relaciona-se + fortemente com o inconsciente - mas há um conflito profundo - porque o corpo pulsa por desejo e satisfação - e o inconsciente - sendo uma esfera onde há traumas e imagens proibidas - e estas pulsações - enviam estas imagens para o ego - no contato conflitivo com a realidade - o ego reconhece os valores sociais - e reprimi algumas coisas - o que é recalcado vai para o inconsciente - iid - estrutura que organiza o sujeito - inconsciente - relaciona-se com o iid - e tem sua parte oculta, insondável e impossível de conhecer-se - ego - tem uma esfera + consciente - Lacan - imaginário - atua diretamente com o consciente e o inconsciente - atinge o ego nos seus delírios e projeções - simbólico - pode teorizar o super ego e o inconsciente - real - é aquilo que está no bojo de todo este esquema - e, portanto, de certa forma "não está" - é a verdade do sujeito - que jamais pode ser encontrada - mas apesar disso, ela (a verdade) diz - e através do imaginário e do simbólico - o indivíduo se auto-desconhece!!! - ao contrário do que dizia Freud! - George Batalle - felicidade - só pode ser atingida através da continuidade - descontinuidade - só pode se percebida através do sentimento oceânico - sentimento oceânico - só pode ser atingido através de 3 estados alterados de consciência - orgasmo - prece - morte - mergulhar no mundo x mergulhar em si - o ser humano busca mergulhar no mundo - através de diversas drogas e hábitos - mas a única maneira de "libertar-se" - é mergulhar em si!!! * Gilbert Durand - As Estruturas Antropológicas do Imaginário - imaginário e imagem vão numa linha oposta à dos racionalistas - ou seja, vai contra as idéias da psicanálise - Freud - defendia que quem conseguisse manifestar-se através de palavras - teria > conhecimento sobre si próprio - a linguagem seria capaz de solucionar os traumas - raiz de tudo - para Freud está nas palavras - para Durand está nas imagens - assim como para Castoriadis - imaginário - para Lacan é produtor de símbolos - para Castoriadis é produtor de imaginário - imaginário x simbolismo - para Durand estão unidos - imaginário - relação com cultura - fonte inesgotável de simbolismo - recipiente dentro do qual todos estamos e através do qual a vida é possível - isto é cultura! - possibilita a rede semântica que permite que o ser humano seja como é - é a origem da linguagem - é alguma coisa que se pões no lugar da angústia que nasce com o ser e termina com sua (do ser) morte - o imaginário procura aplacar a aventura humana - possibilita suportar e enriquercer a existência humana! - imaginário != imaginação - simbolismo - distante do imaginário - distante da raiz - deriva do imaginário! - fundador da linguagem - ou seja, a linguagem é portadora das imagens ---------- 17/05/2007 ---------- * Jesus Martin-Barbero - veio da - filosofia - antropologia - semiótica - envolveu este conceitual teórico - a uma crítica de resistência à hegemonia cultural praticada pelos Estados Unidos - em especial na área de Comunicação - livro "Dos Meios às Mediações" - estudar os emissores (meios de comunicação) - TV é uma repercussão do que ocorre na sociedade - Barbero opera uma transição dos meios para as mediações - opera um corte na estrutura científica - faz um deslocamento dos meandros civis das relações sociais - transição de foco - de meios de comunicação - para receptores - faz uma crítica à manipulação dos - comportamentos - massas - mediações - são sempre sociais - mas são sempre formadas (como um produto) pela história cultural - singular x plural - Escola de Frankfurt --> Indústria Cultural - compreensão + abstrata, generalista - vínculo com o Iluminismo - Adorno e Horkheimer - perceberam que aquilo que se dizia ser Iluminista - na verdade acabava por manipular as pessoas - atualmente --> Indústrias Culturais - compreensão + empírica, instrumental - quebra do vínculo com o Iluminismo - apropriação cultural ocorre no seio das estruturas sociais - e acontece através dos meios de comunicação - esta leitura (no plural) - positivisa uma leitura da filosofia européia - porque concretiza o que é abstrato - afirma o conceito de Indústria Cultural - ao invés de negar a percepção de Adorno e Horkheimer sobre a existência da Indústria Cultural - aparenta não só aceitar a sua existência - mas ao invés de criticar a sua (da Indústria Cultural) existência - passa a tentar encontrar formas de lidar com elas (as Indústrias Culturais) - elimina a crítica à configuração da cultura em termos industriais - manipulação dos signos - é inevitável - verdade - "só existe uma verdade: não existe verdade absoluta" - manipulação de consciências - não é necessariamente uma conseqüência da manipulação dos signos - só ocorre com aquelas consciências que se permitem manipular - não ocorre no sentido dos meios aos receptores - mas sim num contexto mais complexo - pode ocorrer - tanto através de determinados discursos que carregam alguma ideologia - são as + fáceis de serem percebidas - pois ocorrem através do cruzamento de dados e significações - quanto através da ausência de quaisquer discursos - deixando as "coisas" passarem sem nenhum tipo de tratamento discursivo - essas são as manipulações mais sutis! - sugestão de Barbero - que se encontre dentro da sociedade as consciências que não são passivas - e assim encontrem-se possibilidades de resistência dentro da sociedade - em especial nos extratos populares, menos favorecidos e subalternos - energia juvenil contestadora x capitalismo - anos 60 --> hippies - anos 70 --> [bitnikes] - anos 80 --> punks - nenhum destes movimentos, entretanto, foi capaz de alterar a estrutura do capitalismo - Barbero x Escola de Frankfurt - Barbero critica os Frankfurtianos - na opinião do Trivinho, Barbero compreendeu muito pouco a Escola de Frankfurt - Barbero critica Baudrillard - em especial os textos dos anos 70 e 80 - niilismo - corrente de pensamento que advoga a existência do nada - no qual se deve crer antes de qualquer coisa - vem de "nihil" = nada / não - se liga à descrença total e desencanto em relação ao mundo - cria reservas como desconfianças, não crenças, etc. - isto existe em várias correntes de pensamento - mas no niilismo a descrença é total!!! - toda teoria deve se fazer primeiro segundo a seguinte pergunta - pq que deve haver o nada antes da coisa, de algo, do existente? - ao contrário da pergunta tradicionalmente questionadora da filosofia - "pq qua antes deve haver a coisa, e depois a coisa?" - história cultural x mediações - se a história cultural forma as mediações - e as mediações formam os meios - então, em retorno, os meios de comunicação é que vão reconfigurar este conjunto de mediações tradicionais - em retorno às mediações midiáticas (TV, rádio...) - e vão acabar repercurtindo nisto que a história da cultura deslocou - para Barbero - encarar o real pelos meios - é encarar o real pela metade - pelas mediações sociais - na sociedade civil - encontra-se oq forma oq ele (Barbero) procura - acronia - ausência do tempo real - percepção da temporalidade alterada - "distempo" ---------- 31/05/2007 ---------- * Pós-Estruturalismo - * [Cancleene] - hibridação - retirado da biologia - transferido para as ciências sociais - culturas híbridas - possuem forte mistura de muitos componentes - traços étnicos ou regionais - linguagem - alimentação - vestuário - é apenas uma proposta teórica - ou seja, um prisma de visão - através do qual pode-se observar a realidade - utilizar um prisma de visão para observar a realidade - implica na crença neste prisma! - ou seja, acreditamos no quadro teórico sobre o qual nos apoiamos para observar a realidade - abrange um conjunto de processos sócio-culturais - nos quais determinadas práticas discretas se combinam para gerar novas estruturas, objetos e práticas - quando estas práticas discretas se reescalonam - surge então a hegemonia - 2 processos - 1. processos pré-modernos / tradicionais - a. sincretismo --> religião - mistura - b. mestiçagem --> história, antropologia - fusões raciais ou étnicas - ênfase no aspecto biológico - c. crioulização --> antropologia, sociologia - seria uma mestiçagem num sentido mais abstrato - tem + a ver com misturas culturais - e não com as misturas biológicas - d. fusão --> música - novas vertentes musicais - 2. processos modernos / pós-modernos (no sentido de modernidade potencializada/radicalizada, não no sentido da literatura) - a. entre estados - b. indústrias culturais - c. produtos culturais - d. artesanal e industrial - e. culto e popular - f. escrito e visual - página 26 - autor manifesta envolvimento total e crença com o conceito de hibridação - podemos viver em 2 estados - 1. estado de guerra - 2. estado de hibridação - o autor acredita, portanto, que a hibridação seja boa à sociedade - análise crítica - deve contar com um distanciamento subjetivo entre o pesquisador e o objeto estudado - o autor não possui este distanciamento, na opinião do Trivinho - pois se apaixona d+ com sua "cria": a hibridação * Jean Baudrillard - não utiliza a categoria de "ideologia" - aposta que a humanidade deve apostar no excesso - como forma de superação da realidade atual - Guerra Fria - não teria acontecido de fato - mas apenas através dos meios de comunicação - ou seja, no plano simbólico dos simulacros - com uma certa obscenidade - símbolos do capital - fizeram-se muito "obesos" - ou seja, muito transparentes - e conseqüentemente, muito obscenos - exemplo - World Trade Center (WTC) - o fim das coisas - não é o fim físico das coisas - mas sim o fim da finalidade das coisas - ou seja, passam a operar na manutenção do sistema!!! - fim das contradições = fim da dialética!!! - ou seja, não cria-se uma nova realidade - como tudo que nasce já vem excessivo - ou morre - ou tem que encarar sua dimensão de saturação - potencialização - ocorre por excesso e saturação - os meios de comunicação potencializam tudo ao infinito - tudo é tratado como espetáculo - exemplo - um incêndio é "escarafunchado" por meses a fio - um autor é "descoberto" após sua morte e torna-se um sucesso - a natureza não trabalha desta forma!!! - a sociedade midiática - não consegue reverter este excesso/obesidade informacional/imagética - talvez este (novo) quadro não esteja fadado ao fracasso - mas, ao contrário, seja permanente! - quando as "coisas" se casam, não há + nenhuma diferença entre indivíduo e sociedade!!! - Baudrillard aposta na potencialização - como uma forma de mudar-se de ciclo - através do consumo do ciclo atual - para então atingirmos o ciclo futuro - Marx x Baudrillard - Marx - apostava na dialética - capitalismo tinha como lógica a poupança - ou seja, 1o o dever, depois o prazer - poupança seria o acúmulo da mais valia - Baudrillard - apostava na potencialização / excesso - mesmo não concordando com a realidade atual - ao contrário de Marx - apostava na manifestação ostensiva do ter/possuir - ou seja, 1o o prazer, depois o dever - como forma de superação da realidade atual - idéia baseada em alguns autores - Georges Battaille - Torsthein Veblen - Bronislaw Malinowisk[y] - excesso - nas sociedades primitivas --> tinha alguma finalidade - na sociedade atual --> não tem finalidade alguma! - na melhor das hipóteses --> reproduz o sistema atual! * Sfez - A Crítica da Comunicação - o simulacro tem precedência em relação ao real - simulacro - conta com recursos tecnológicos que o real não tem - slow motion - zoom - as pessoas preferem, talvez inconscientemente, o simulacro ao real - o real - constrange - "viver não é fácil" - é melhor o refúgio numa realidade imaginária - do que encontrar o outro na sua própria carne - às (muitas) vezes prefere-se o espectro do outro, do que o outro de verdade - metanarrativas não cumprem + as suas funções - informação - mais desinforma do que informa - estado - mais cria desigualdades do que bem-estar - trabalho - é utilizado como argumento para o grande fluxo de capitais internacionais - - família - vira célula de consumo - ao invés de ser a célula moral ---------- 21/06/2007 ---------- * Comentários Trivinho - capitalismo - estabelece mediações que não permitem a formação de uma sociedade livre - contexto capitalista é hostil - tanto que todas as utopias que foram tentadas no capitalismo, fracassaram - Wynner - era um anarquista - queria a ausência de poderes - pq poderes implicam no surgimento de nódulos - e estes nódulos são as mediações que impedem a formação de uma sociedade livre - todas as instâncias de poder retinham informações - ao invés de fazer estas informações fluirem pela sociedade - guerra --> realização de uma comunicação deformada - informação livre e transparente poderia "acabar" com isso (as guerras) - liberalismo x democracia - a sociedade + livre que já tivemos (a humanidade) teria sido a liberal - mas não fala-se aqui do liberalismo atual - em que o Estado é ausente e o Mercado é livre - e sim de uma sociedade em que Estado e Mercado, bem como quaisquer instâncias do poder, inexistem - neoliberalismo - é um contexto em que a liberdade que o Estado "deu" à sociedade - foi apropriada pelo Mercado! - defendia uma idéia liberal - em que nem o estado, nem o capital, teriam poder - a comunicação seria absolutamente livre - oq é utópico - pois os humanos não são verdadeiros por natureza! - acreditava que a emancipação da humanidade viria da "comunicação livre" - desloca a atenção do indivíduo para o ato - - Sfez - cultura x cibercultura * Glocal - strictu senso - pré-requisitos - tem que haver equipamento de comunicação - ou seja, não pode haver um fenômeno glocal em uma geladeira, fogão ou bicicleta - com potência para comunicação em tempo real - emissor e receptor - lato sensu - mais volátil - se coloca no campo do simbólico - nascimento - junto com a 1a máquina comunicacional em tempo real - telégrafo elétro no final do século XIX - seqüência - telégrafo - telefone - rádio - Internet - telefonia celular - tempo real - categoria que prevê comunicação bidirecional simultânea - mas é possível considerar o tempo real como instantâneo unidirecional - ou seja, há tempo real na transmissão televisiva ao vivo sem participação do espectador - quando ocorre a transmissão de um sinal de telégrafo elétrico - há um atraso (delay) entre a recepção, a interpretação da mensagem e uma eventual resposta - produção - faz parte do discurso corporativo - é positivista - ou seja, serve para reforçar a atuação das próprias corporações - é uma categoria crítica - pode ser vinculada a toda a área da Comunicacional - o Trivinho a retira do contexto corporativo e a vincula ao contexto comunicacional - status quo - a tendência é que a sociedade reproduza o modelo da glocalização - invenção - é uma invenção cultural - não é uma invenção tecnológica - 2 tipos de glocal (relativos à natureza) - 1. massivo - diz respeito aos meios de comunicação de massa - pressupõe transmissão unidirecional em tempo real - tempo real pode ser considerado como um simulador/simulacro do tempo cotidiano - 2. interativo - diz respeito à Internet - pressupõe transmissão online e/ou ao vivo - finalidade - reprogramar o espaço e o tempo - o tempo local é subordinado ao tempo real - a reprodução da sociedade ocorre na vinculação entre o global e o local - exemplo - mesas de bar - onde discute-se localmente aquilo que todo mundo discute - conforme a agenda midiática - discutimos + as guerras externas - do que as nossas próprias questões pessoais - sociedade atual - não é global - mas sim, glocal - uma vez que discute localmente uma agenda global!!! ---------- 28/06/2007 ---------- * Negri - escreveu na prisão - pensamento dialético - foi sentenciado por ter participado de um crime - e de ter sido assassinado de um político italiano - militante do movimento italiano "Autonomia Operária" - que tinha forte ligação com o terrorismo italiano - Durkheim - não tinha muita posição política - mas era um conservador - Lenin e Trotsky - acreditavam na revolução permanente - e que o socialismo deveria expandir-se à partir de um país, para outros - Stalin - acreditava que o socialismos deveria ocorrer num país só - desde que fosse um socialismo forte - império - é esta nova ordem política - com características de globalização e tecnologias de informação - onde há uma estrutura de comando sem fronteiras - por exemplo, há uma luta contra o terrorismo, por um lado - e a invasão de privacidade dos indivíduos, por outro - redes sociais podem minar as bases do império! - há uma organização social, política, jurídica, econômica - que funciona como uma grande organização/rede internacional - cujo centro é os EUA - mas que opera muito além das fronteiras dos EUA - isto caracteriza o império - organismos multilaterais - ONU - FMI - Banco Mundial - Cruz Vermelha - que opera através de um discurso humanitário - aparenta agir contra a guerra praticada pelo império - mas que, no fundo, faz parte da mesma moeda - império, por definição, é militar e truculento - mas sempre opera através de um discurso humanista! - império != imperialismo yankee - imperialismo - resíduo de imperialismo em império - é de uma forte hegemonia transfronteiras - mas o recente imperialismo norte-americano - trabalhava no fortalecimento dos estados nacionais - que operavam à favor do centro do imperialismo - império - é uma construção transnacional (transfronteira) - em que o próprio conceito de território nacional se dissolve - é um grande organismo internacional - une de forma paradoxal que antes não participavam da reflexão Marxista - Marxismo sempre se desenvolveu como teoria socialista possível nos marcos dos estados-nação - o socialismo num determinado país poderia se desencadear como socialismo em escala para outros países - mas tudo deveria iniciar-se em um país desencadeador - contexto social-histórico em que se articulam - bancarrota dos estados-nação - circulação de fluxos de capital - que permite crashes internacionais - nova ordem jurídica global - democrática na aparência - mas que na prática é uma república imperial democrática e militar!!! - com base na doutrina constitucional federativa dos EUA - que estende-se por um braço militar - sempre que necessário para garantir os interesses do império - caminha no sentido de esgotar os recursos naturais da Terra!!! - promove a tecnologia e a comunicação de massa - mas é diferente da visão de Althusser - que acreditava que os meios de comunicação eram "aparelhos ideológicos de estado" - as tecnologias digitais - sustentam o império - multidão - através das redes digitais, por outro lado, podem criar redes sociais - ecologia é o braço direito que viabiliza a sustentabilidade do sistema - biopolíticas são o instrumento contra o biopoder!!! - no império o conflito é de natureza comercial - entre os países que o compõe - proletariado - não dá conta das novas formas de biopolítica possíveis - pobre != proletário - proletário foi inserido no ambiente do consumo - meios de comunicação - reproduzem a influência simbólica do império - têm, por outro lado, uma potência liberadora - possibilitam um conhecimento informacional sobre o estado do mundo - mesmo que fragmentada - Baudrillard, por outro lado, acredita que esta forma de conhecimento fragmentário não serve pra nada - luta social - Marx --> deveria ocorrer à partir do proletariado que mal tinha oq vestir e comer, e que morria +- aos 35 anos - Negri --> deve ocorrer à partir de movimentos de minorias (étnicas...) - solidariedade deve ser politizada - deve operar contra a globalização - novas formas de trabalho - contraprodução ao império - que operem como redes de produção - mas que não pressuponham venda - novos usos da comunicação de massa - ética - está completamente invertida!!! - opera à favor do Império - vale-tudo na luta contra o terrorismo, por exemplo! * Comentários Trivinho - imaterial - trabalho imaterial/intelectual é altamente produtivo - é um trabalho sobre o simbólico - opera muito no campos das grandes corporações - trabalho improdutivo - opera fora do capitalismo - exemplo - bordado - tricô - crochê - artesanato típico - que não é vendido - é simples - e não se coloca dentro dos marcos do capital(ismo) - são coisas dadas de presente - dádiva - potlach - "Para a Crítica da Economia Política do Símbolo" (Baudrillard) - prática cultural não-cumulativa - Georges Bataille (séc. XX) - T. Veslen (séc. XIX) - este excesso que é produzido e dado (de presente) - é considerado improdutivo por um olhar capitalista - por não gerar lucro - pirataria - é uma rede - e é um trabalho capitalista - onde os trabalhadores ganham inclusive comissão - composição do preço do produto - custo de produção + mais valia = preço do produto * Ciência - Descritivismo Metodológico (Trivinho - Dromocracia Cibercultural) - baseia as pesquisas (principalmente na área de comunicação) num descritivismo - onde não há valoração, tomada de partido - mas apenas uma descrição descomprometida - pretensamente neutra e imparcial - Weber e [Durkhein] diziam que para observar-se a sociedade imparcialmente - deveríamos observá-la como algo externo - se é que isto é possível!!! - Funcionalismo-Empirismo-Pragmatismo - no sentido + prosaico - pragmatismo no sentido de praticismo - praticismo como anti-intelectual - pragmatismo tem ligação forte com o empirismo inglês - a ciência deve responder - o quê - como - como funciona - pq - mas com limites - mas a ciência deve se calar - a dimensões interpretativas do pq - e aos horizontes ---------- ----------