***************************************************** ********** Teorias Críticas da Comunicação ********** ***************************************************** Versão : 04/07/2007 Professor: José Luiz Aidar Prado Autor : Leandro Salvador ( leandrosalvador.com.br ) ---------- Atividades ---------- - A Opinião e as Massas - Tarde - A Virada Cultural - Frederik Jameson - capítulo 1 - Benvindo ao Deserto do Real - Zizek - Cinco Lições Sobre o Império - Negri - Colapso da Modernização - - Como se Pode Reconhecer o Estruturalismo - Deleuze - texto todo - Crítica da Estética da Mercadoria - Haug - p. 23 a 45 - Depois da Teoria - Eagleton - Discurso Filosófico da Modernidade - Habermas <<<--- - capítulo 1 até p. 41 - capítulos 4 e 5 - não ler excursos - Escritura, Conhecimento e Contexto - Derride - Estética da Mercadoria - Haug - Gramática do Tempo - Boaventura - capítulo 1 - crítica ao pós-modernismo do Norte - sugere um pós-modernismo do Sul - Indústria Cultural - Adorno - Introdução à Teoria da Cibercultura - Rüdiger - Looking Awry - Zizek - capítulo "Obsceno Objeto da Pós-Modernidade" - p. 141 a 146 - Marx, Freud e Nietzsche - Foucault - Massa e Poder - Elias Cannetti - Mil Platô - Deleuze - O Colapso da Modernização - Robert Kurz - p. 13 a 25 - fala sobre uma visão geral do Capitalismo Tardio - O Imaterial - André Gorz (+- 90 páginas) - O Que É Filosofia - Deleuze - Pela Mão de Alice - Boaventura <<<--- - Rebelião das Massas - Garcia y Ortega - Sobre as Multidões - Le Bon - Teoria Crítica / Habermas e a Escola de Frankfurt - Raymond Geuss - cap. 3 (p. 91 a 157 - Teoria Crítica) - Teoria da Ação Comunicativa - Habermas - Texto Sobre Equivalência e Diferença - Laclau - Theodor Adorno e a Crítica à Indústria Cultural - Francisco Rüdiger - cap. 1 e 2 - Veja sobre o menino que foi arrastado (AIDAR: TRAZER NA PRÓXIMA AULA) ------ Livros ------ - Teoria Crítica - Habermas e a Escola de Frankfurt - ed. Papirus - Raymond Geuss - Theodor Adorno e a Crítica à Indústria Cultural - Francisco Rüdiger - ler capítulos 1 a 3 (+- 93 páginas) - Pela Mão de Alice - Boaventura de Sousa Santos - ler capítulo 4 - O Imaterial - Zonas Autônomas Temporais - Hakin Bey (by Andréia Camargo) - Apocalípticos e Integrados - Humberto Eco (by Leon Rosa) - A Virada Cultural - Frederic Jameson - Boaventura - Sociologia das Ausências (sobre Teoria Crítica) ----- Links ----- - CAPES --> http://www.capes.gov.br --> Resumos de Teses --> Periódicos - INTERCOM --> http://www.intercom.org.br --> Portcom --> Revcom - COMPOS --> http://www.compos.org.br - Galáxia (COS) --> http://www.pucsp.br/cos/galaxia ??? ----------- Vocabulário ----------- - hermenêutica --> estudo da compreensão dos textos - estésico --> algo estimulado pelo sensível, e não pelo racional --- MSC --- - Xerox CAFIL - pasta 244 - telefone 38734614 -------------- Eixos do Curso -------------- - 1. massa-multidão - Canetti, Gasset, Tarde, Sloterdijk, Lazzarato, Negri, Virno - 2. Modernidade-Pós-Modernidade - Vatimo, Jameson, Bauman, Giddens, Habermas, Zizek, Sfez, Harvey - 3. Várias fases do Capitalismo - Boaventura, Wallerstein - Liberal-organizado-desorganizado (flexível) - 4. Sociedade de Produção - Sociedade de Consumo/Comunicação (Valor) - Gors - Delleuze - Foucault - [Haw] - 5. Disciplina - Controle ---------- 27/02/2007 ---------- - 2 tipos de teorias - empírico-analítica - crítica * Eixos de Estudo - 1 - massa - cultura de massa - indústria cultural - Cannetti, Tarde, Gassett, Sloterdyk - multidão - Negri, Lazzaroto, Vinno - 2 - modernidade - Vattino, Habermas, Bauman - pós-modernidade - Giddens, Zizek, Sfoz, Harvey, Jameson - 3 - capitalismo liberal - indústria cultural - sociedade da produção - Marx - capitalismo organizado - cultura das mídias - Marcuse - capitalismo desorganizado - sociedade do consumo - Andre Gorz, Wallerstem, Boaventura - 4 - ideologia - Zizek, Eagleton, Wallerstein, Geuss - 5 - soberania - disciplina - Foucault - controle - Deleuze * Globalização - é um discurso - 3 discursos - hiperglobalizadores - neoliberalismo - política --> prática econômica - capitalismo --> processo que funciona em rede (Jameson) - céticos - globalização --> mito - há 1 governo global totalmente integrado - economia mundial --> regionalização, e não globalização - transformacionistas - futuro incerto - economia --> desterritorializada - sindicalismo --> enfraquecido pela diminuição do poder econômico local - modernismo --> virar cultura - pós-modernismo --> tudo já virou cultura - o único universal que perdurou foi o "Mercado" - todos os outros universais morreram - liberdade - igualdade - fraternidade - ... ---------- 13/03/2007 ---------- * Comentários - comunicação - configura-se como o 1o plano da sociedade no capitalismo tardio/globalizado - globalização (Fredric Jameson) - 4 posições possíveis diante da globalização - não existe - não é nova - há uma relação entre globalização e mercado mundial - que é o horizonte último do capitalism - as novas redes são diferentes em grau e não em tipo - ... - sociedade da produção para sociedade do consumo - tudo virou serviço - a produção é tratada como serviço (ou comunicação) - fordismo x toyotismo - tecnologização do discurso - analistas simbólicos - especialistas em signos e comunicações - jornalistas - discursos de RH - marketing corporativo - entrevistas - domínio do discurso instrumental - racionalidade com relação a fins (Habermas) - racionalidade da - economia - guerra - partido político - discurso que visa fins - tudo passa pelo econômico - cultura se tornou [economia] - tudo se tornou cultura - trabalho imaterial - da ordem do discurso e do signo - empresa - moderna --> piramidal - pós-moderna --> achatada - Analistas Simbólicos (Robert Teich) - trabalho imaterial de serviços simbólico-analíticos - envolvendo a resolução e identificação de problemas - bem como atividades estratégicas de intermediação - esse trabalho é a chave para a competição na nova economia global - serviços mais rotineiros - arquivistas de informação - processamento de textos - serviços pessoa a pessoa - porteiro - ascensorista - analistas simbólicos - solucionam e identificam problemas - promovem a venda de soluções por meio da manipulação de símbolos - simplificam a realidade por meio de imagens abstratas - que podem ser - rearranjadas - embaralhadas - experimentadas - comunicadas a outros especialistas - enfim --> transformadas de volta em realidade - zonas de saberes e produção de conhecimento - são valores imateriais - ferramentas - algoritmos matemáticos - ... - ... - ... - sociedade se reproduz materialmente enquanto sistema - segue a racionalidade sistêmica e instrumental - "mundo da vida" - como o mundo segue uma lógica que visa fins - alternativa --> criar práticas contra-hegemônicas - capitalismo financeiro - único capitalismo que está completamente globalizado - como se constrói a crítica hoje - esta é a grande questão - ideologia (Habermas) - comunicação sistematicamente distorcida - ou seja, tudo é economia * Theodor Adorno e a Crítica à Indústria Cultural - Francisco Rüdiger - cap. 1 - Escola de Frankfurt - fundada em 1923 - reconhecida como linha de pensamento na década de 60 - objetivo --> fazer uma crítica da sociedade - à partir da mídia e da cultura de mercado - como a mídia e a cultura de mercado participam na formação do modo de vida contemporâneo - 3 fases da Teoria Crítica da Sociedade - materialismo interdisciplinar - união filosofia + ciência - crítica da razão moderna - ciência social crítica - indústria cultural - Premissas da Crítica à Indústria Cultura (cap. 1) - Capitalismo e Cultura Moderna - colapso da era moderna - substitui a crítica da economia política pela crítica da indústria cultural - transformação da cultura em mercadoria - portanto a produção estética se integra à produção mercantil - antes se acreditava que a compra visava conteúdo - e não a coisa (texto, livro) - agora temos o oposto --> a marca - produção estética - voltada aos bens de consumo - valores comuns - passam a ser promovidos pelos meios de comunicação - processo de transformação da cultura em bens de consumo - cultura passa a depender da economia e administração - cultura industrial de massas - empresas controlam a cultura - investimentos em recursos tecnológicos - comunicação ligada à ordem social dominante - quem detem os meios de comunicação detém a cultura - comunicação --> ligada à ordem social dominante - cultura --> mercadoria --> meios de comunicação - Fetichismo e Fantasmagoria - condições de produção e troca modernas - coisas - forma de ilusões - propaganda --> alusão/fetiche da mercadoria - fantasmagoria - imagens nas quais a aparência estética se torna função do caráter de fetiche da mercadoria - mercadoria perde o caráter único - se reproduz na sociedade - ilusão de que tendo a mercadoria --> aumenta status - propaganda - valor dado a coisa socialmente - publicidade - elixir da vida da indústria cultural - valor de troca substitui valor de uso - valores culturais gerados pelo mercado - democratização da cultura é um embuste! - explorado pelo mercado capitalista - A Sociedade Administrada - capitalismo avançado - corporações transnacionais - blocos político-econômicos - massificação e tecnologia - aumentam padrão de vida da classe-média - mas quem domina a tecnologia e os meios de comunicação - domina a sociedade - postura racional e calculista - "julgam seu próprio eu segundo o valor de troca e aprendem o que são a partir do que se passa com elas na economia capitalista" - identidade criada pelo mercado - ser humano - angústia existencial - não é mais ser único - é um ser dentro do mercado - entretenimento - para suportar o crescente desencantamento com a existência - fuga para a angústia! * Comentários Aidar - Indústria Cultural - é o processo que transformou tudo em cultura - cultura no sentido de mercadoria - educação para o consumo - revistas sobre como ter sucesso - reality shows estilo "O Aprendiz" - capital transforma o que antes era da ordem da cultura, em mercadoria - fetiche - atrator carregado com poder simbólico - psicanálise - ligação com perversão - poder mágico - mercadoria - tratado também no 1o capítulo de O Capital, de Marx - Fetichismo da Mercadoria - produto passa a ter "alma" - aparece apenas o final do produto - não como ela é feita - mundo da comunicação - fetichiza o mundo da imagem - carregado de mística - há uma inversão - relações entre pessoas - passam a ser analisadas como coisas - como se as coisas fossem dotadas de poderes mágicos - publicidade - fetichismo da imagem - moda - marca da roupa - máquina de fazer signos - para retirar o caráter de commoditie dos produtos - num universo onde os produtos estão massificados - através da marca! - agrega ao objeto um valor imaterial - constrói ao redor do objeto toda uma fantasmagoria - artificialização da aura do produto - segmentação de mercado - estética da mercadoria - produto pirata - cria o mesmo efeito fantasmagórico - necessidade de consumir a marca - perde informação - por outro lado, quando uma marca famosa baseia-se num produto popular (da periferia) - injeta informação (fantasmagoria) - injeção de tecnologia no discurso - agrega valor não material à coisa ---------- 20/03/2007 ---------- * Comentários Aidar - fantasmagoria - relações de produção não são reveladas na mercadoria - relações sociais entre os homens assumem a forma de coisas - Barraclough - diz que a contemporaneidade surge nas últimas décadas do século XIX - com o surgimento da máquina a vapor, eletricidade, etc. - +- 1980 - muda o paradigma - da produção - indústria pesada - energia - para a comunicação - cibernética - tecnologia da informação - Susan George (PROCURAR!!!) - Le Monde Diplomathiqué - artigo sobre a gestação do capitalismo-liberal - Habermas - artigo "Razão e Decisão" - começa com o Iluminismo e os ideólogos franceses - mostrando o conceito de ideologia e de cultura - "tudo virou cultura" - Lacan - encadeamento significante - fluxo de significantes que leva de um a outro significante - a idéia é que o ser humano fica "falando" com a sua própria mente a todo instante - construção de um discurso que opera dentro do encadeamento significante - discurso que coopta todas as pessoas - um novo assunto que "fecha o campo" - exemplo --> "solução final nazista" - o "outro" está contra o "mesmo" (nós próprios) - formas de incluir a alteridade no discurso - o "outro" pode ser - excluído - afastado - tolerado - movimentos sociais - diversos discursos - cada grupo defende seu ponto de vista - discurso da diferença - direita lida bem com este discurso - minoria contra maioria - corre o risco de cair no relativismo - não tem universais comuns - pq não tem nenhum tipo de lógica de equivalência - é muito "cada um por si" * Lógica das Equivalências x Lógica das Diferenças (Laclau) - inimigo comum - antes --> judeu - hoje --> muçulmano - ponto de costura - point de capitón - ponto de basta (Zizek) - ponto nodal (Laclau) - acontece por dentro da linguagem - é interno e externo ao discurso, simultaneamente - é um ponto estrutural no discurso - mas o sujeito que está dentro e fora do sistema - geralmente acaba morto! - este é o discurso conservador! - o discurso multicultural pretende garantir o espaço do outro - o problema é a falta de uma lógica de equivalência - racionalidade - "descamba" com a destruição do outro! - lógica da equivalência - cada grupo defende uma plataforma social/política - exemplo --> Fórum Social Mundial - grupos sociais x grupos econômicos - grupos sociais --> têm dificuldade em suprimir as diferenças - grupos econômicos --> unificam pontos em comum ao redor de um discurso - democracia - jogo entre equivalências e diferenças - instituições são criadas para harmonizar as diferenças em equivalências - não há espaço para diferença - quem perde não tem espaço! - lógica da diferença - necessita da mídia - a mídia ajuda a homogeneizar as diferenças - mas também ajuda a mostrar as diferenças * Sistema - o sistema tem que ter um ponto de exterioridade - ou seja, tem que haver algo exterior ao sistema - caso contrário, não há sistema - mas do ponto de vista fenomenológico - não há a necessidade de separar-se o sistema de seu exterior - lógica sistêmica --> sempre visa fins - lógica da ação comunicativa (Habermas) - a comunicação não é o paradigma do sistema - o outro não é o objetivo a ser conquistado - dinheiro - é uma ficha simbólica - abrevia o processo de troca - é um sistema de comunicação - centraliza não mais no valor de uso (como era no escambo) - mas sim no valor de troca!!! - capital financeiro internacional - internacionalizou-se! - o sistema tende a tornar tudo equivalente - mas para diferenciar o discurso - tem-se que adotar estratégias de diferenças - sujeito - mais do que assumir identidades - consome identificações! - seria uma espécie de estetização da existência - democracia - tem um lugar estruturalmente vazio --> o outro - se este lugar for ocupado --> resulta em "morte" - porque a auteridade deve ser respeitada - único universal que "sobrou" - o "Mercado" - pois a Guerra Fria acabou ---------- 27/03/2007 ---------- * Teoria Crítica - fetichismo - coisificação dos homens - inversão entre sujeito e objeto - discurso x sujeito - o sujeito - é interpelado pelo discurso - é encarnado pelo discurso - é incorporado dentro do discurso - está/vive dentro do discurso - veste a camisa do discurso - se torna quase um enunciatário do discurso - é "agendado" pela mídia - segue a agenda proposta pela mídia - mídia - prioriza/valoriza o discurso individual em detrimento do coletivo - os temas agendados são rotativos - constrói uma espécie de catálogo de figuras e temas - que, por sua vez, estão construídas em cima de pacotes narrativos - - psicanálise - trata de discursos criados pela mente do próprio indivíduo - lida com metáforas - tenta revelar as conexões que a mente do indivíduo faz - tenta implicar o indivíduo em seu próprio discurso - utiliza transferências para deslocar a cadeia significante na qual o sujeito está preso - teoria crítica - tenta tirar as pessoas de dentro de certos discursos - tenta criar dispositivos de desconstrução do discurso dominante - tenta mostrar o que está invisível - tenta tirar os "fantasmas" que assombram o sujeito - através do esclarecimento - mostrando a ligação - mas sem ser prescritiva - sem dizer ao sujeito oq ele tem que enxergar - mas levando o próprio sujeito a enxergar - não deve ser determinístico - exemplo --> "você tem que fazer/enxergar assim ou assado" - ideologia (Habermas) - distorção do mundo da linguagem - reduz a potência da linguagem ao campo instrumental - o sistema tenta "colonizar" o mundo da vida - conflito - ação instrumental --> sistema-alvo - ação comunicativa --> cultura cotidiana / mundo da vida - Marxismo - conceito de classe - o conceito Marxista atualmente não se aplica mais da mesma forma - no fundo quem tem o poder hoje - é quem tem o poder simbólico - é quem detém os "meios de produção simbólicos" - o Marxismo clássico não explica o mundo atual - naquela época não havia a idéia de "poder simbólico" - capitalismo atual - passa muito pelo capitalismo financeiro - mas também pela produção de imagens, mídia, empresas de comunicação * O Imaterial - o conhecimento/trabalho materializável - é menos valorizado pelo "Mercado" - pois pode se facilmente substituível por máquinas - por isso o "analista simbólico" - é + valorizado neste sistema - porque seu trabalho não é facilmente materializável - marca - coloca um sobrevalor - às vezes muito maior do que o preço de custo - produtos imateriais - têm seu valor atribuído de forma +- performática - enquanto o "Mercado de Ações" apostar no futuro da empresa/produto - o "Mercado Consumidor" seguirá +- no mesmo caminho - performativo - quer dizer que é determinístico - ou seja, "se eu digo que tem futuro, então realmente terá futuro" - constatativo - quer dizer que pode ser medido concretamente - o imaterial faz com que a percepção do real seja performativa - e não constatativa - a produção de um consumidor - funciona como produtor de desejos e vontades de imagens de si e dos estilos de vida - < necessidade daquilo que precisam - > desejo por aquilo que não precisam - Edward Barnays - sobrinho de Freud - imprimiu o conceito para que as mulheres norte-americanas fumassem - dissidentes do capitalismo digital - 56,2% dos meios de produção tangíveis --> 0,5% da população (840.000 pessoas) - 37,4% dos ativos financeiros --> ... - renda de existência - deve ser suficiente - senão funcionará como garantia de renda ou subvenção disfarçada aos empregadores - ela os une e os encoraja a criar - empregos de salários insuficientes - condições de trabalho indignas - ... - é uma forma de distribuir de volta à sociedade o lucro obtido com o sistema capitalista - transição do capitalismo "fordista" para o capitalismo "imaterial" - onde a mão-de-obra "industrial" não tem + o mesmo espaço de antes - as horas de trabalho não são + o núcleo de distribuição de renda/riqueza - ócio - discurso de que a tecnologia geraria + ócio - na verdade gerou mais riqueza e miséria - equilíbrio - distribuir a riqueza - distribuir o ócio ---------- 03/04/2007 ---------- * Theodor Adorno e a Crítica à Indústria Cultural: Comunicação e Teoria Crítica da Sociedade - Capítulo 2: Elementos Originários da Problemática - Autor: Francisco Rüdiger - trata da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt - comunicação - mídia funciona à favor do próprio regime capitalista - massificação da cultura --> fruto das novas tecnologias - regimes totalitários - defendem estruturas de discurso e poder reacionários - - - - novas tecnologias - europeus --> olhar crítico - americanos --> olhar contemplativo - manipulação psicológica das massas - no lugar da ideologia do entreguerras - Instituto de Pesquisa Social - fundadores - Horkheimer - Adorno - regime totalitário x meios de comunicação - operam juntos - massificação - produto - antes --> linha de montagem - depois --> descaracterização do aspecto de "commoditie" dos produtos "massificados" - lazeres industriais - dão a impressão de que tem-se lazer - TV - cinema - mas na prática - eleva-se a distração ao nível da cultura - ou seja - não há lazer - oq há é distração - entretenimento x diversão x cultura - confundem-se! - comunidade x indivíduo - indivíduo deixa de estar dentro de uma comunidade - construção de valores individuais - discurso midiático exclui movimentos sociais - movimentos sociais - são excluídos - e só são incluídos - como "o outro" - o "agressor" - transcendência x imanência - transcendência - cria um nível fora da realidade - à partir do qual pode-se trabalhar com universais - permite a emergência de novos discursos - permite a busca por novas reivindicações - perde espaço na pós-modernidade - lado bom - cria um motor para transformações - lado ruim - quando coloca-se um valor humano, o homem - cai-se na violência - a aposta na razão resulta na violência - Habermas - imanência - ligação com as realidade concretas - < aposta nos universais - > consistência - Delleuze ---------- 10/04/2007 ---------- * Massa e Poder - Autor: Elias Cannetti - mostra como o ser humano se impulsiona para buscar uma meta - medo - ser humano tem medo do desconhecido - contato físico pode ser interpretado como invasão de território - massa - quando o indivíduo está em uma massa - o medo do outro abranda - as pessoas desejam apertar-se - sensação de corpo único - > propagação de alívio - massa aberta x massa fechada (p. 15) - formação da massa - não é expontânea - costuma ter um pequeno grupo inicial - que atrai outras pessoas - massa aberta - não tem fronteira física - da mesma forma como surge - pode desaparecer - depende do crescimento para existir - caso contrário pode diminuir - massa fechada - tem fronteira física - costuma formar-se no interior de um espaço fechado - objetiva encher algum lugar com limites físicos - hierarquia - não há diferenciação hierárquica na massa - são todos iguais - a massa imobiliza a carga da diferença - se a pessoa quer tomar um caminho diferente - ela é dissuadida pela massa - destruição - massa aberta destrói barreiras - objetivo --> forçar a massa fechada a juntar-se a eles (massa aberta) - domesticação - ritualização - utilizada para domesticar massas fechadas - exemplos - pregações - "sermão da montanha" - missas - risco - convicções individuais --> risco à massa - crescimento - religiões - usam a fé - têm durabilidade - como a meta não é alcançável - sistema permanece em crescimento - capitalismo liberal e organizado x massa - massa é tratada como "fordismo" - massa é indiferenciada - capitalismo neoliberal e desorganizado x massa - massa é tratada como "toyotismo" - massa é diferenciada e segmentada * A Rebelião das Massas - Autor: José Ortega Y Gasset - antes do século XIX - significado da vida - para o pobre - limitação - obrigação - dependência - pressão - opressão - para o rico - pobreza - dificuldade - perigo - significado de nobreza - exigência - obrigações - significado de privilégios - conquistas - no século XIX - conseqüência do que formou-se antes - diminuição dos problemas econômicos - bem-estar - sociedade - Estado - história é ignorada - homem médio é ingrato à história - acredita que a nova realidade é fruto da natureza - homem excelente x homem vulgar - homem excelente - exige muito de si - nobreza - homem vulgar - não exige nada - contenta-se com o que ele é - massa - medíocre - dificuldade de manter a civilização - por ignorar os princípios dela (a civilização) - tolo x perspicaz - tolo - julga-se discretíssimo - assenta-se na sua imbecilidade - perspicaz - surpreende-se antes de ser tolo - faz esforço - escapa da tolice - nisto consiste sua inteligência - século XX - cultura x barbárie - não pode ter idéias ou opinar - quem não tem cultura - onde não há cultura há barbárie - fascismo - totalitarismo - rebelião das massas - duas visões - favorável - do bem - triunfo de nova organização da sociedade - pejorativa - do mal - significa morte e catástrofe da humanidade - hoje - mundo civilizado - homem não civilizado - neste cenário - não há espaço para a filosofia - só há espaço para a ciência empírica que cria párias sociais! - diferenciação - alta cultura - cultura de massa - homem - primitivo - bárbaro - invasor vertical - massa - é um conjunto de ignorantes - que consideram-se perfeitos - que desconsideram a história - que têm opinião - mas sem qualquer fundamento - é uma opinião ignorante! - é composta pelo homem médio - não especificamente pelos trabalhadores - há um sentimento de ser "igual" aos demais - 1930 - há uma grande rebelião na Europa - Gasset chama de rebelião das massas - surgimento da massa tem estreita relação com - a > urbanização - capitalismo - fordismo - Gasset x Adorno - Gasset - desvaloriza a massa - defende a idéia de que a massa tem que ser excluída - Adorno - defende uma idéia menos maniqueísta - critica a massa - mas não com a idéia de que a massa é o "outro" - defende a idéia de que a massa tem que ser emancipada ---------- 17/04/2007 ---------- * Pela Mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade - Capítulo: 4. O Social e o Político na Transição Pós-Moderna - Autor: Boaventura - pilares - 1. regulação - 3 princípios - 1. estado - mínimo ético - 2. mercado - concorrência - 3. comunidade - idéia de identidade - 2. emancipação - 3 lógicas de racionalidade - 1. estética expressiva da arte e da literatura - comunidade - 2. moral-prática da ética ??? - ??? - 3. ??? - ??? - as lógicas do Pilar da Emancipação racional visam, no seu conjunto, orientar a vida prática - acabam tragadas pelo Pilar da Regulação, que cumpre excessivamente algumas promessas modernas - contradições de valores como - liberdade x igualdade - ??? x ??? - períodos - 2. positivismo de Comte - procura distinguir no projeto da modernidade o que é possível ou não de ser concretizado numa sociedade capitalista em constante expansão - cria ilusão ao alargar campo ??? - 3. capitalismo desorganizado - final dos anos 1960 - conceito de pós-modernidade - modernidade se caracterizou pela separação do senso comum e a ciência - agora ??? - desejável x possível - interesse x capacidade - ??? - compulsão pelo trabalho e pelo consumo * Comentários Aidar - ciência - é um discurso completamente especializado - que tenta dar conta da realidade - de forma objetivadora (separa sujeito e objeto) - num saber formalizador ---------- 24/04/2007 ---------- * O Discurso Filosófico da Modernidade - Capítulo 5: O entrelaçamento de mito e esclarecimento: Horkheimer e Adorno - Autor: Jürgen Habermas - processo de autodestruição do esclarecimento - Dialétia do Esclarecimento - pensamento esclarecedor é a antítese e força contrária ao mito/crença - "o mundo mítico não é a pátria, mas o labirinto do qual é preciso escapar, por mor da própria identidade" - perigo de cair na contradição performativa - pelo fato de criticar a racionalidade através de um pensamento racional! - parte 2 - relação entre pensamento - mítico - esclarecido - mundo mítico - funciona como se o sujeito estivesse dentro do mundo - o sujeito está dentro da natureza - é o mundo mágico - crítica da ideologia - oq o esclarecimento efetuou em relação ao mito - efetuou também em relação à ideologia - parte 3 - razão instrumental - crítica da ideologia - diferença entre aquilo que pretende ter validade e aquilo que é útil para a autoconservação - demolindo assim aquela barreira entre validade e poder - anulando aquela diferenciação conceitual básica - que a apreensão moderna do mundo acreditava dever a uma superação definitiva do mito - a razão - enquanto razão instrumental - assimilou-se ao poder e renunciou à sua força crítica - parte 4 - * Introdução a Lacan através da Cultura Popular - Capítulo: Habermas: Modernismo x Pós-Modernismo - Autor: Slavoj Zizek - critica o posicionamento de Habermas sobre Modernidade e Pós-Modernidade - modernismo - universalização da razão - negação do valor de tradição - utilização de argumentos racionais para defender a convicção - vida baseada no entendimento mútuo - pós-modernismo - desconstrução da busca pela universalização da razão - esta busca seria falsa - e mascara - oposição é falsa - pós-modernismo de Habermas seria a definição de modernismo desde o início! - na prática estas 2 correntes não se negariam completamente - este texto é uma releitura de Habermas feita pelo Zizek - para Habermas (segundo Zizek) - haveria uma diferenciação absoluta entre modernismo e pós-modernismo - para Zizek (segundo Zizek) - ao contrário, não haveria uma ruptura entre modernismo e pós-modernismo - real (Lacan) - aquilo que ainda não foi simbolizado - ou seja, ainda não foi totalmente conhecido - modernismo x pós-modernismo (Zizek) - modernismo - ocultamento da bola de tênis - exemplo --> cena do jogo de tênis sem bola (filme Blow Up) - pós-modernismo - revelação das faces descontentes - exemplo --> cena do alemão resgatado por americanos em alto mar (filme Um Barco e Nove Destinos - de Alfred Hitchcock e John Steinbeck) - a idéia de Zizek é que a razão comunicativa do Habermas rompeu com o modernismo * Depois da Teoria - Autor: Terry Eagleton - marxista - examina o esgotamento de linhas de pensamento - critica modernismo e pós-modernismo - estudos da cultura - teoria x prática - erudito x popular - ciência e cotidiano irrelevante - questiona conceitos - multiculturalismo - modernismo - estruturalismo - cultura - sociedade de consumo - Cap. 1 - Política da Amnésia - transições da teoria - "a idade de ouro da teoria cultural há muito já passou" - continuidade harmônica entre intelecto e vida cotidiano - modernidade - estudava os "grandes" autores - pós-modernidade - estuda os objetos do cotidiano - que tipo de novo pensar é demandado pela nova era (pós-moderna)? - armadilha do irrelevante - um extremo --> só estudar autores mortos - outro extremo --> estudar os pêlos públicos, enquanto metade do mundo não tem condições sanitárias mínimas! - pós-colonialismo - ocorre através da globalização!!! - estágio do capitalismo onde as antigas colônias agora dependem economicamente dos países antigos colonizadores - normativismo - "normas são opressivas porque usam um mesmo molde para conformar indivíduos peculiarmente diferentes" (p. 28) - papel da crítica --> iluminar diferença ao invés de equivalência - confiança no pluralismo --> diversidade e inclusão - pós-modernismo --> crítica a este normativismo - percurso da sociedade - nada nem ninguém é permanentemente indispensável - marginalidade das minorias - o outro --> qualquer grupo que deixe em evidência você e sua desastrosa normatividade (p. 37) - pós-coletivismo e pós-individualismo - novas formas de pertencimento - modernismo x pós-modernismo - modernismo --> > normatividade - pós-modernismo --> < normatividade - sistemas normativos - anarquismo --> ausência de normas - conservadorismo / totalitarismo --> excesso de normas - democracia --> "equilíbrio" de normas??? <<<--- - Cap. 7 - Revolução, Fundamentos e Fundamentalistas - discute questões éticas sobre o poder... - ética materialista - opção por significado celestial ao invés do mundano conduz à necessidade de revolução (p. 237) - [a idéia é que a ética pós-moderna trata tanto do significado celestial quanto de questões mundanas] - opção por adorar Deus em vez de alimentar os miseráveis da Terra - surgimento da Igreja - antes --> preocupação com os pobres - depois --> expansionismo e riquezas - ateísmo - seria a construção de uma religião exagerada - como justificativa de porque ele (o ateu) não pode aderir a uma religião - poder verdadeiro - reconhecimento do fracasso - paradoxo irônico que modela todo pensamento judaico-cristão - justificativa para barbárie? - pós-modernistas estão tão apegados às metanarrativas - que perdem capacidade significativa de perceber a realidade! - cultura norte-americana - é a que mais apega-se ao conceito de "sonho" - só perdem para a psicanálise - é anti-trágica - fundamentalismo - tradição - é um apego à letra - envolve uma literalidade da interpretação da "letra" - "letra sagrada", ou "letra da lei", são imutágrissssssss ---------- 08/05/2007 ---------- * A Teoria da Ação Comunicativa - é apresentada por Habermas como sendo uma teoria da racionalidade e uma teoria da sociedade - nela Habermas mantém uma conexão interna entre a racionalidade e a modernidade - não trabalha com o conceito de "comportamento" - mas sim com o conceito de "ação" - teorias funcionalistas - são teorias com relação a fins - ou seja, os meios são calculados para atingir-se os fins - a razão comunicativa é crítica - opondo-se à dominação no mundo contemporâneo da racionalidade instrumental/estratégica - é crítica no sentido de não instrumentalizar a ação humana com objetivo a fins - não subordinada ao mercado ou à economia, por exemplo - atos de fala - a unidade social na qual Habermas baseia-se - é o diálogo - e não o sujeito social - que pensa consigo mesmo sobre o mundo - ato de fala - é a unidade mínima da vida social - não é + constituída a partir da autoconsciência - mas sim da intersubjetividade - força ilocucionária - a fala do juiz tem um poder de fazer acontecer alguma coisa - neste caso trata-se de uma fala autorizada socialmente - e esta fala tem força - esta fala que "faz fazer" é a fala ilocucionária! - fórmula F(p) - um ato de fala é assim representado --> F(p), onde F é a força ilocucionária (perguntar, ordenar, etc) e p é a proposição veiculada no ato - F --> estudado pela pragmática - p --> estudado pela semântica - "ordeno que estudes" Fo(estudar) - "prometo que pagar-te-ei amanhã" Fp(pagamento) - "virás?" ?(vir) - carga pragmática x carga constatativa - parte proposicional --> está ligada à lógica binária --> verdadeiro ou falso - parte performativa --> está ligada à ordem de ordenar, à promessa de prometer, etc. - performativo infeliz - enunciador do performativo não possui aquele poder - quando o encunciador enuncia fora de contexto ou quebra o ritual - mundo da vida (Lebenswelt) - sociedade apresenta 2 aspectos - 1. reprodução simbólica - ligado ao Lebenswelt - 2. reprodução material - ligado ao sistema - 3 componentes estruturais do mundo da vida - 1. cultura --> a continuidade do saber válido - 2. sociedade --> estabilização da solidariedade dos grupos - 3. personalidade --> formação de sujeitos capazes de linguagem e de ação - cultura - seria um mundo vivenciado, um saber fenomenológico - sociedade - é o componente constituído pelas ordenações legítimas por meio das quais os participantes das interações regulam suas pertinências a grupos sociais - é o conjunto de formas que remete ao coletivo - personalidade - é o conjunto de competências que convertem um sujeito em capaz de linguagem e de ação - isto é, "que o capacitam a tomar parte em processos de entendimento e para afirmar neles sua própria identidade" (TAC, v.2: 197) - mundo da vida - é um acervo inconsciente de linguagem - é o acervo de saber disponível aos falantes que buscam entender-se acerca de algo - é um saber não tematizável - um fundo em que se apóiam os interlocutores na forma de pressupostos semânticos e pragmáticos - crenças - habilidades - familiaridades - 4 mundos - 1. objetivo --> científico - 2. social --> instituições - 3. subjetivo --> psicologia - 4. da vida --> fenomenológico - 2. semânticas - 1. semântica formal - interessam as condições sob as quais uma expressão é verdadeira - 2. semântica intencional - importa o que quer dizer o falante com uma expressão ---------- 22/05/2007 ---------- * A Crítica da Estética da Mercadoria - autor: Wolfgang Fritz Haug - valor de uso x valor de troca - valor de uso - é preso ao corpo da mercadoria - anseia por ser transformado sob a forma de dinheiro - é subordinado ao valor de troca - valor de troca - fetichismo - pré-história da estética da mercadoria dentro do capitalismo - galanteio amoroso, luxo da nobreza e êxtase burguês com lucidez: chocolate, chá, tabaco, café - café x álcool - café --> deixa o indivíduo ativo - álcool --> inutiliza o indivíduo para a produção - estímulo amoroso, objetivando a valorização com a qual a produção opera - burguesia busca o estilo de vida da aristocracia - nobreza depende do dinheiro da burguesia ascendente para manter seu estilo de vida - prazer dos 1os capitalistas está subordinado à produção - é funcional - arte e medicina influenciaram na criação de hábitos - publicidade e propaganda - a produção em massa no capitalismo e a questão da realização - a estética da mercadoria de massa - produção capitalista em massa - industrialização substitui o artesanato - aumento de produção - expansão em massa da oferta - mecanização - aumento da "mais-valia" relativa - funções de rentabilidade - redução da jornada de trabalho por meio do aumento de produtividade - tendência da supressão do trabalho manual - formação da tecnologia para a produção em massa de artigos... - desenvolve formas para encobrir ou compensar as transformações na aparência do produto - na esfera da circulação há que se processar a mudança da forma - assim como o valor e a mais-valia têm que ser realizados - uma simples paralisação na circulação pode ser a ruína - a ameaça de ruína, ligada à atração irresistível exercida pelo objetivo da ação --> o lucro - toda interrupção na circulação acarreta custos e diminui o valor da mercadoria - o capitalista sofre a pressão da concorrência e não pode recuperar essas perdas aumentando o preço - porque o mercado pode não aceitar este aumento - a mercadoria sempre busca a sua própria venda - valor comercial sofre... - técnica de sucesso de monopólios - propaga-se, no sentido restrito, da esfera econômica para a polítia - técnica de concorrência dos monopólios - designadas pela palavra "imagem" - marketing político * O Colapso da Modernização - autor: Robert Kurz - derrocada do socialismo de caserna x crise da economia mundial - 1989 - queda do Muro de Berlim - fim da Guerra Fria - alguns discursos ideológicos diziam que o Capitalismo venceu - Kurz questiona se o Capitalismo realmente venceu - socialismo de caserna - aquele que ocorreu na União Soviética (URSS) - na prática era um capitalismo de estado!!! - deslocalização do capital - no conflito entre capital e trabalho - o capital venceu! - se o trabalho fizer greve - o capital desloca-se para outros pólos - China - Índia - há muita mão-de-obra para ser explorada ao redor do mundo!!! - pessoas não-sociais - sujeitos monetários desprovidos de dinheiro - Keynesianismo x Liberalismo - Neokeynesianismo - capitalismo organizado - defende o "wellfare state" (estado de bem-estar social) - Neoliberalismo - do ponto de vista cultural equivale ao Pós-Modernismo - defende o estado mínimo - conclusão - tanto o Estado (URSS) quanto o Mercado (USA) falharam na gestão do capitalismo!!! - precisa-se pensar em outras alternativas * Em que se pode Reconhecer o Estruturalismo - autor: Gilles Deleuze - estruturalismo - corrente de pensamento que influenciou várias ciências humanas/sociais - o que diferencia o estruturalismo das outras correntes --> é o simbólico - outras correntes costumam conectar "diretamente" o real com o imaginário - o simbólico do estruturalismo equivale ao sistema Habermasiano - o simbólico é um conjunto de elementos - estes elementos valem pela diferença - ou seja, pela posição que os elementos ocupam - pela combinação dos elementos no contexto - a estrutura - é um modelo matemática concreto - elementos estruturais - são elementos lógicos dentro de uma estrutura em que estes elementos se configuram e reconfiguram - critérios - 1. Simbólico - correlação entre --> real x imaginário - real --> a pessoa - simbólico --> o nome da pessoa, a representação que um objeto tem para o sujeito - imaginário --> a(s) imagem(s) que o sujeito projeta à partir do objeto - 2. Local ou Posição - elemento simbólico da cultura é distinto do real e do imaginário - filosofia do absurdo x estruturalismo - filosofia do absurdo - sentido que falta essencialmente - estruturalismo - é o sentido demasiado - 3. Diferencial e o Singular - fonema - é a menor unidade lingüistica capaz de diferenciar 2 termos de significação diversa - fonemas não existem independentemente das relações nas quais entram e pelas quais se determinam reciprocamente - percepção das mitologias segundo o olhar de Lévi Strauss - sociedades "frias" - primitivas - encontram-se "fora da história" - orientam-se pelo modo mítico de pensar - sendo que o mito é definido como "máquinas de supressão do tempo" - sociedades "quentes" - civilizadas - movem-se dentro da história - dão ênfase no progresso - estão em constante transformação tecnológica - 4. O Diferenciante, a Diferenciação - Saussure: Curso (Cours de linguistique générale, 1916) - cada um dos elementos só pode ser definido pelas relações que mantém... - 5. Serial - 6. A Casa Vazia - não-sentido - não é a ausência de significação - mas, ao contrário, o excesso de sentido - ou aquilo que proporciona sentido ao significado e ao significante - CONECTAR COM A IDÉIA DO NORVAL DE "EXCESSO DE LUZ QUE OFUSCA" - do sujeito à prática - "o estruturalismo não é um pensamento que suprime o sujeito, mas ele o esmigalha e o distribui sistematicamente..." - crítica ao estruturalismo - o sujeito, para o estruturalismo, não é sujeito de ação, mas sim o ??? ---------- 29/05/2007 ---------- * Vigiar e Punir - Autor: Michel Foucault - Foucault substitui as frases e suposições por enunciados - enunciados - são palavras de ordem - são significantes através dos quais montam-se os grandes discursos - não têm uma estrutura fixa homogênea - têm uma certa mobilidade - não-discursivo - o poder e as instituições não relacionam-se bem com o discursivo - junta-se a visibilidade e o enunciado, por um lado - com as relações de poder, por outro - Parte 1 - Suplício - inversão entre carrasco e criminoso - carrasco - antes --> justiçeiro - depois --> criminoso - criminoso - antes --> carrasco - depois --> injustiçado - 4 regras - 1. o estudo não deve ficar centrado na punição por "repressão" ou por "sanção" - 2. analisar os métodos punitivos como técnicas presentes em outros campos do poder - 3. colocar a tecnologia do poder tanto no princípio de humanização da penalidade quanto do conhecimento do homem - 4. verificar se toda essa mudança (entrada da alma e do saber científico na história penal) não é resultante [da maneira como o próprio corpo é investido nas relações de poder] - corpo útil = corpo produtivo + corpo submisso - poder - não é um postulado da propriedade - não é uma propriedade conquistada por determinada classe - é menos uma propriedade que uma estratégia - postulado da legalidade - Foucault propõe substituir a oposição lei-ilegalidade por uma correlação final - a Lei, na prática, faz + do que punir o crime - ela, mais do que isso, impõe a existência do crime * Pós-Scriptum sobre as Sociedades de Controle - Autor: Gilles Deleuze - 2 sociedades - 1. disciplinar - organização dos grandes meios de confinamento - instituições sociais de confinamento - família - escola - introdução permanente do nível da "empresa" em todos os níveis escolares!!! - caserna (quartel) - fábrica - hospital - prisão - 2. controle - tecnologia - controle pelo capitalismo - "é o dinheiro que talvez melhor exprima a distinção entre as duas sociedades" - capitalismo de sobre-produção - vender serviços - comprar ações - "o marketing é agora o instrumento de controle social" - "o homem não é mais o homem confinado, mas o homem endividado"!!! * Comentários Aidar - livro: A Corrosão do Caráter - narrativa de vida - antes --> relacionado com a vida na fábrica - hoje --> outros paradigmas / globalização - princípio da expressabilidade (Searle) - diz que tudo que pode ser pensado pode ser escrito * O Que é a Filosofia? - Autores: Gilles Deleuze & Féliz Guattari - o que é um conceito? - 3 etapas - 1. cada conceito remete-se a outro conceito em seu devir ou em suas conexões presentes - pode ter componentes que podem ser, por sua vez, tomados como conceitos - desta maneira, não são criados do nada... - 2. ... - 3. cada conceito será pois considerado como o ponto de coincidência, de condensação ou de acumulação de seus próprios componentes - não é discursivo porque não encadeia proposições - proposições dão de tratamento científico, pois definem-se por sua referência - é feito por enunciação filosófica de conceitos fragmentados - enquanto a enunciação científica dá-se por posições parciais - em relação a conceitos (propriamente ditos) - filosofia --> tira conceitos - ciência --> tira prospectos / prospecção - arte --> tira perceptos / sentimentos - conceito é múltiplo e auto-referente - pertence de pleno direito à filosofia, pois é ela que o cria - ou seja, conceito é meta-conceito * Assinatura, Acontecimento, Contexto - Autor: Jacques Derrida - 3 possibilidades de assinatura - 1. marca de identidade ou o nome próprio - geralmente aposta a um texto e assinalando o seu limite - 2. reconhecida pelo estilo do autor - 3. o verdadeiro acontecimento da assinatura - que é reconhecida pela própria escritura - marca - é qualquer tipo de inscrição em um suporte - em semiótica isto seria chamado de "semiose" - Austin x Derrida - Austin - acredita que a marca possui em si própria todo o sentido completo - inclua-se aí - a intenção do autor - o significado do que pretendeu-se transmitir - Derrida - acredita que a marca não possui tantos elementos em si própria quanto acredita Austin - nada é totalmente expressível - ou seja, sempre há algo que não permite revelar-se o sentido completo através da marca - ou em outras palavra, não há completude - o centro de emissão de qualquer marca - seria o "ato falho" - assim, Derrida discorda de Austin e de Habermas (teoria da ação comunicativa)! - conceito de comunicação austiniano - crítica de Derrida a Austin - Austin considera (para Derrida) que comunicação é... - a desconstrução como crítica ao logocentrismo e a metafísica da presença ---------- 05/06/2007 ---------- * 5 Lições Sobre o Império - Lição 3: Multidão - Autor: Antônio Negri - cientista e filósofo italiano - passou 25 anos exilado - conceito de multidão - nasce na obra de Espinosa - fala sobre a multiplicidade que tem alguma ordem - a multiplicidade (de Espinosa) - tem um sentido próprio - não há idéia de causalidade externa - não há um Deus que estabelece princípios causais - subjetividade - surge como produto de um conjunto de relações - última fase do modernismo - desenvolvimento do capitalismo - surge o conceito de multidão - pós-modernidade - fordismo --> pós-fordismo - trabalho material --> imaterial - construção do General Intellect - Instituto Marx Engels, 1954 - fator biopolítico - não há + distinção entre - biológico - social - político - cultural - isso tudo proporciona o novo formato de multidão - 3 pilares que baseiam o conceito de multidão - 1. conjunto de singularidades - 2. classe social não operária - pela transformação do trabalho - fordismo --> para pós-fordismo - material --> imaterial - 3. multiplicidade / desenvolvimento autônomo - a idéia é que por trás de identidades e diferenças, pode existir algo comum - não é mais uma forma política que não seja alienação da potência produtiva - mas sim uma liberdade dos sujeitos - nova temática de vida - novas idéias ligadas a - rede - cooperação - diferente da alienação produtiva - multidão x povo - multidão - não é representável - é um ator social - uma multiplicidade que age - ... - ... - é nome de uma imanência - é um conjunto de singularidades - teoria da multidão - exige que os sujeitos falem livremente - e que não é de indivíduos proprietários que aqui se trata - mas de singularidades não representáveis - transcendência x imanência - transcendência - tem um conceito abstrato que dá conta do concreto - imanência - está no concreto - definição ontológica da multidão - a multidão é um conceito de - classe - potência - General Intellect - o conceito de multidão nos introduz a um mundo novo * As Revoluções do Capitalismo - Autor: Maurizio Lazaratto - Marx - coloca o trabalho como fonte de toda a organização da sociedade - Marx != Foucault - superestrutura --> capital e trabalho - estrutura --> ??? - Foucault - as relações não vêm de uma estrutura piramidal - fala sobre as sociedades disciplinares - Foucault != Marx - biopoder - biopolítica - Deleuze - fala sobre as sociedades de controle - o poder não investe só sobre os corpos - mas também sobre as virtualidades - virtualidades --> como aquilo que poderia ser - Tarde - analisa as sociedades de controle - o sistema investe na memória - ou seja, sobre as formas de conhecimento - e não mais sobre as pessoas em si - assim, aprisiona as possibilidades de criação - resumo - Marx --> trabalho, ontologia - Foucault --> microfísica do poder, instituições - Deleuze / Guatari --> virtual, sociedades de controle - conclusão - as "camadas" se sobrepõe - todas elas giram em torno do poder - cujo interesse principal é obter + poder - movimentos operários - foram cooptados pelos mecanismos do poder ---------- 19/06/2007 ---------- * A Invasão do Discurso Científico no Cotidiano - Habermas citando Nietzsche: "a ciência virou uma nova religião" - discurso especializado da publicidade = discurso ficcional = simulacro de discurso científico! - boa parte dos produtos é commoditie - para diferenciar estes produtos, as empresas utilizam estes simulacros de discurso científico - tecnociência - como discientifizar o discurso científico? - porque o simulacro de discurso científico faz o contrário - ou seja, cientifiza o discurso comum!!! * Comentários Aidar - mundo modernizado - não existe + natureza - tudo virou cultura - fordismo x toyotismo - fordismo --> não "ouvia" o mercado - toyotismo --> baseia-se numa inversão da estrutura fordiana de comunicação entre produção e consumo - mercadorias --> produzidas por demanda - estoques --> são zerados - decisão de produzir --> vem do mercado - Robert Reich - trabalho imaterial = serviços simbólico-analíticos = analistas simbólicos! - comodificação - é a colonização de ordens de discurso sociais por tipos de discursos associados à produção de mercadorias - em outras palavas, tudo vira "pacotinhos" discursivos! - 2 discursos - 1. visual --> publicidade - 2. auditivo --> científico - tecnologização - colonização do mundo da vida pelos sistemas do Estado e da economia - Foucault --> falou das tecnologias a serviço do biopoder moderno - psicologia social - realizam pesquisa e treinamento em "habilidades sociais" - fase atual do capitalismo - tudo está engenheirado como signo - produtos não se limitam + a suas características de - preço - qualidade - mas necessitam de um plus de identidade - construído em um banho comunicacional que o transforme (Semprini: 22) - tendências - cigarro --> evoca a virilidade (Marlboro) - automóvel --> evoca uma personalidade jovial, ágil, adaptativa (Fox) - revista --> torna seu leitor com sentimento de pertença a um grupo de pessoas atualizadas e informadas - mais-valia x mais-valor - mais-valor --> construção semiótica que pretende diferenciar um produto dos concorrentes num mercado commodificado - discurso da diferença - sempre existe um jogo em que há o discurso da diferença e o discurso da igualdade - reacionário - pode apostar no discurso da igualdade - para, ao contrário do que parece, manter as desigualdades - resistência - pode apostar no discurso da diferença - para, ao contrário do que parece, criar as igualdades - contradição performativa (Nietzsche, Habermas...) - "como é possível fazer um discurso racional contra a razão/racionalidade"? - isto é uma contradição performativa ---------- 26/06/2007 ---------- * Texto Publicitário da Nissan x André Gorz (O Imaterial) - mensagem publicitária - opera uma construção de sentido - através da manipulação sistemática de signos - que cria um valor de uso estético - dá-se ao produto um nome, um sobrenome (marca), uma cara - fascinação != necessidade != desejo - "ele (o consumidor) não necessita aquilo que deseja e não deseja aquilo que necessita" - conjunção x disjunção - discurso (segundo a teoria da enunciação) - é todo enunciado ou texto manifesto ou investido em um circuito de troca semiótica, quer dizer tanto pragmática como lingüística (p. 104) * Vídeo-Documentário - 2 tipos de entrevistas - 1. natural - entrevistador conversa com o entrevistado - sem uma pauta já formatada - a idéia é extrair o máximo possível da essência da pessoa - 2. mecânica - entrevistador age mecanica e performaticamente - entrevistado também cria uma camada de proteção - acaba por não extrair respostas e atitudes naturais do entrevistado - 2 exemplos de "contratos enunciativos" - 1. Coutinho --> mostrar o mundo da vida - 2. Michael Moore --> mostrar uma verdade escondida (na realidade dos EUA) * Discurso Político na Mídia Impressa - "quem não tem cultura, não pode/consegue ter opinião"!!! (Ortega y Gasset) ----------//----------